TRILHAS ECOLÓGICAS

A região é de rara beleza natural, considerada pelos místicos como região sagrada, que traz a semente da futura raça da humanidade, devendo permanecer como está para manter a energia ali presente. A área oferece várias trilhas(são exclusivas), cada uma com o seu desafio e sua beleza. Você pode se orientar na escolha da trilha, por sua intuição, ou pelo grau de esforço definido como Marcadores Tsuru, em homenagem a uma amiga que por aqui passou.

Trilha

Marcador Tsuru*

Duração média
O Guardião 02 2 horas
Templo Maior 05 6 horas
Caminho ao Platô 04 24 horas
Torres Gêmeas 03 4 horas
Cachoeira Subterrânea 05 9 horas
Trono de Pedra 01 30 minutos
Arco de Pedra 01 30 minutos

OBS: Estas trilhas estão localizadas em propriedades privadas, portanto para realização das mesmas, é necessaria, prévia autorização de seus proprietários.

Observe que as trilhas com o Marcador Tsuru no. 5 tem obstáculos difíceis de vencer, com trechos de risco, que requerem preparo físico e autocontrole.

* Grau de Dificuldade - quanto maior o número, maior o esforço.


O sentido das trilhas

Trilha do Guardião

É uma trilha de reflexão, um caminho que não se repete por mais que você o faça. Você começa e vê que o que está fora é o mesmo que está dentro dede você. É o encontro de respostas que você faz no silêncio do seu ser. Ao longo dos próximos dias, após a trilha, as respostas continuam vindo, em sonhos, em textos que você lê, em algo que alguém fala... Não adianta ficar ansioso. Só depois que a ansiedade passa é que vem as respostas.




Torres Gêmeas
Caminho entre os paredões na entranha do Roncador, chegando ao topo das torres gêmeas. Ali observamos a beleza destas duas torres solitárias, na imensidão desta planície, que nos leva a crer que tudo na vida é dualidade. Noite/dia, positivo/negativo... Esta dualidade traz dentro da gente o Criado e o Criador, despertando o sentimento de não estarmos sozinhos. Percebemos a forma e a nao forma. Deus manifesta sua presença nestas duas polaridades. Uma torre difere da outra, tendo o perfil masculino e o feminino. Só ali se tem a vista das duas torres como um todo: não pode ser visto nem debaixo nem de cima, mas apenas de um único ponto central.


Trilha do Platô
Ir até o platô é um caminho ao topo da montanha. Lá nas alturas, percebemos a imensidão que revela a plenitude. Como um merecimento, fazendo-nos próximos da consciência que tudo criou. Subir é o caminho mas o que me leva lá em cima é pensar sobre o tempo a passar lá. Quanto mais alto se está, qual o sentido de chegar lá? Quanto mais alto, mais para dentro eu me volto. "Quando eu subo lá, é um imenso vazio sem forma e sem cor. É o vazio do silêncio. Tudo é desnecessário naquele local. É o silêncio que soa. Ao chegar, há uma grande expectativa mas, na verdade, o que se acha é o vazio. O vazio repleto de sentido. Somos pequenos diante de tudo isso. Não é, porém,um vazio solitário. Lá em cima nada é necessário. Basta silenciar e não exigir. Náo se deve pedir mas, sim, se aquietar. Estou aqui e pronto para aceitar o que é e não o que eu quero."

Arco de Pedra
Estar ali no arco de pedra, às 6 horas da tarde, é um momento onde contemplamos a essência do Criador. São duas pedras que se encontram, como a aliança do homem com Deus. Naquele momento ímpar, podemos nos aquietar e ouvir o som do vento, murmurando o entardecer aos nossos ouvidos.






Trono de Pedra
Ao percorrer este caminho não resta dúvida que a concepção do Criador está em nós. São quatro poltronas e uma mesa, em pedra, formando o número 5. Tem ali uma força maior, seres de energia sempre em união, fazendo um grupo. Há uma consciência que reina ali como se fosse uma mesa de reunião dos que regem, ancorados no Roncador, onde se decide tudo o que vem do plano interno. Numa mesa, escrevemos, discutimos, planejamos. É um lugar onde a consciência invisível, o vento, a noite, o sol que ali bate, plasmam respostas, formando uma presença que dialoga conosco. Nada ali foi colocado. Só contemplamos o que a natureza ali dispôs. "O que me levou lá?" Não estamos aqui para a vida comum - dormir, comer, passear. É um lugar onde se tem a consciência de que tudo é um trabalho - físico, mental e interno - de construção da alma, do ser. Tudo está conectado a tudo. Só temos que sentir e caminhar por este sentir. A mente também mente. Muitas vezes criamos dualidade de pensamento e só o sentir unifica, fazendo com que deixemos de pensar. Oque sinto, plasmo e realizo. O que sinto silenciosamente chega ao Criador.

Cachoeira Subterrânea
Para chegar, percorre-se longo caminho dentro do rio. O caminho das águas vai por entre grutas, vales e canyons. Caminhar nestas águas é uma forma de se despir, deixando na água os seus pensamentos, sentimentos e conflitos. Descendo rio abaixo, você encontra diversos desafios - a gruta, a caverna, o rio, até chegar à cachoeira. Todo o seu ser vai ao interior da terra, para ser purificado na cachoeira subterrânea. Por mais escuro que ali seja, sua imagem está refletida na água, com a sustentaçao da luz que vem de um túnel ao final. "Ao chegar lá, pela primeira vez, tive medo, e confrontei todos os desafios que estavam dentro de mim. Mas, no fundo da cachoeira, encontrei força para subir. Ao voltar, estava atento a tudo, com maior clareza, pela purificaçao da água. O caminho de volta é pela mata. Para que a árvore atinja a luz, suas raízes devem descer ao inferno."

Templo Maior

Esta trilha é como percorrer o interior do seu ser,onde há grutas, cavernas, luz e sombra - o caminho do nosso interior. Descobrimos a luz através da escuridão. O caminho para o interior do coração, nos faz encontrar o Criador. Quando você caminha para dentro do templo Maior, você silencia, se entrega ao todo no seu recinto interno - o coração - encontrando tudo que você tanto tem buscado lá fora. Dispensa palavras e você conversa com o todo no silêncio. É o momento de realização do ser, descobrindo que tudo está dentro de você. É um lugar difícil de passar, pois na verdade, o caminho interno é muito mais difícil do que o externo. Você tem que dar a mão para o outro. Você tem que pisar no ombro do outro para continuar e acaba descobrindo mais sobre você e sobre o outro.

Quando alguém entra, afirmando que dará conta do caminho sozinho, se frustra. Não raro, a pessoa se emociona ao ter que recorrer à mão e ao ombro do outro, e se redescobre na relação com o outro e com o seu mundo interno. Nosso valor está na soma com o outro. São experiências vivas. É como se passasse por uma escola espiritual. Conhece as trilhas, faz suas escolhas e chega a um momento em que se sente pronto. Abre-se a porta para o ser entrar e para sair. Durante o caminho vai se sentindo o que toca, o que ocorre e se obedece a esta orientação. Momentos de acordar, momentos de recolher, hora de se despojar.

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